segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Diabetes Mellitus

1. Definição

O Diabetes Mellitus é doença crônica causada pela falta absoluta ou relativa da insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelas células beta pancreáticas torna-se insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que ocasiona elevação da mesma na corrente sanguínea. Os níveis glicêmicos ideais em jejum, variam de 70 a 99 mg por 100 ml de sangue.

Se as células não recebem glicose, o cérebro sinaliza que está faltando alimento (Energia) para o corpo e ativa mecanismos de emergência para providenciar esse alimento. Esses mecanismos fazem o fígado produzir glicose e mandá-la para o sangue, além de obrigar o tecido gorduroso a queimar suas reservas para produzir mais energia que movimentará o corpo humano.
Como conseqüência a glicose vai subir mais ainda, e o paciente começa Emagrecer,e sentir Fraqueza (pois ao mesmo tempo falta energia, já que a insulina responsável pela absorção da glicose está ausente ou deficiente).
Esses fenômenos levam a pessoa a sentir fome (Polifagia), o que vai aumentar ainda mais os níveis sangüíneos de glicose. A queima de gorduras para produzir energia gera Corpos Cetônicos, que devem ser eliminados pela respiração, o que ocasiona um hálito com cheiro adocicado (Hálito Cetônico) e pela urina (Cetonuria).
Agora você sabe como é a doença e como ela se manifesta e já pode entender algumas exigências do tratamento.


2. Prevalência



O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública, pois contribui com 40 % das doenças cardiovasculares que são a principal causa de mortalidade no mundo, portanto pode-se considerar que como doença crônica isoladamente, é a maior causa de mortalidade em todo o mundo. (IDF-2003).

O diabetes pode atingir o ser humano independente de idade, sexo ou raça.

Um estudo multicêntrico nacional realizado no final da década de 1980 mostrou que a prevalência no país era de 7,6%.

Outra pesquisa realizada em 2003 na região de Ribeirão Preto, no interior paulista, mostrou que a prevalência era de 12%.

Estima-se que, no Brasil, o diabetes acomete aproximadamente 10% da população entre 30 e 69 anos, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas, sendo que , apenas 5 a 6 milhões conhecem sua situação, portanto praticamente metade dos pacientes está sem diagnóstico e logicamente sem receber nenhum tratamento.

Assim sendo, se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito enganado, pois de cada 100 pessoas, entre 30 e 69 anos, pelo menos 9 a 10 tem a doença, o que o fará encontrar diabéticos onde estiver.


Prevalência do Diabetes Mellitus no Brasil, por faixa etária.




Fatores de risco relacionados ao desenvolvimento de diabetes:



• Obesidade, (inclusive a obesidade infantil).
• Hereditariedade
• Falta de atividade física regular
• Hipertensão
• Níveis altos de colesterol e triglicérides
• Uso de determinados medicamentos, à base de cortisona
• Idade acima dos 40 anos (para o Diabetes Tipo 2)
• Estresse emocional

3. Sintomas



Os sintomas do diabetes são decorrentes do aumento da glicose no sangue e manifestam-se por:
• Aumento de apetite
• Aumento do número de micções
• Aumento do volume da urina
• Coceira vaginal
• Dificuldade de cicatrização de feridas
• Fadiga, fraqueza, tonturas
• Formigamento, dormências e dores nas mãos, pernas e pés
• Infecções urinárias freqüentes
• Perda de peso
• Pressão arterial alta
• Sede excessiva
• Surgimento do hábito de urinar a noite
• Visão embaraçada (turva)

Baseado nos sinais e sintomas descritos acima, pode-se considerar manifestação do diabetes quando estamos diante do aparecimento de vários desses sintomas ao mesmo tempo.

4. Diagnóstico


Deve ser feito através da dosagem de glicose no sangue (Glicemia),em uma pessoa com as queixas, sinais e sintomas descritos anteriormente.

Os valores de glicemia (referência) para o diagnostico do Diabetes são:
Normal: Glicemia de jejum (pelo menos 8 horas) entre 70 mg/dl e 99mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose (75g) via oral.

Glicemia de jejum alterada: Glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dl.

Diabetes: 2 amostras colhidas, em dias diferentes, com resultado igual ou acima de 126mg/dl. ou glicemia dosada a qualquer hora igual ou acima de 200mg/dL na presença de sintomas.

Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dL.



*Bibliografia: American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care 28: suplemento 1, janeiro,2005**



Curva glicêmica:



A curva glicêmica, ou teste oral de tolerância à glicose, é considerada o padrão-ouro para diagnosticar o Diabetes Mellitus. Para essa finalidade, preconiza-se a administração de 75g de glicose por via oral (ou 1,75 g/kg de peso em crianças) e as dosagens de glicose sérica em jejum e após 120 minutos da sobrecarga. Tanto um valor de glicemia entre 100 e 125 mg/dL, encontrado em jejum, quanto níveis entre 140 e 200 mg/dL, duas horas após a sobrecarga, evidenciam intolerância à glicose (pré-diabetes). Já uma Glicemia superior ou igual a 200 mg/dL aos 120 minutos confirma o diagnóstico de Diabetes Mellitus.



5. Tipos de Diabetes:

5.1 - Diabetes Tipo 1


Doença auto-imune em que têm-se auto-destruição das células do pâncreas que produzem insulina.

Quando pouca ou nenhuma insulina é produzida, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células ficam desnutridas, e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) diariamente para que a glicose possa ser absorvida pelas células.

Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reativar" as células produtoras de insulina no pâncreas.

Portanto, a dieta correta, e injeções diárias de insulina são necessárias por toda a vida de um diabético.

Não se sabe o que causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou porque o diabetes desenvolve em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado.

Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença. Mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Pode ser algo próprio do organismo, ou uma causa externa, por exemplo, perdas emocionais. Ou também alguma agressão por determinados tipos de vírus: O Coxsackie.

Diabetes Tipo 1, são considerado o diabetes da infância e juventude, atinge aproximadamente 5% do total dos pacientes diabéticos, mas pode aparecer em pessoas com até 35 anos.



5.2 - Diabetes Tipo 2:



O Diabetes Tipo 2 é considerado o diabetes do adulto, e é responsável por 95 % dos diabéticos.

Esse tipo de diabetes é de 8 a 10 vezes mais comum que o Tipo 1, acometendo 10% da população, entre 30 a 69 anos. E em alguns casos recém diagnosticados, pode ser tratado (controlado) com dieta e exercícios físicos; em outros casos necessita de um tratamento mais rigoroso com medicamentos orais (hipoglicemiantes) e em fases mais avançadas e em pacientes de difícil controle será necessária a associação de insulina ou até mesmo a insulinoterapia intensiva.

Sabe-se que o Diabetes Tipo 2 possui fator hereditário maior do que o Tipo 1. Além disso, há grande relação com a obesidade e o sedentarismo, ou seja, com o estilo de vida. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos.

Uma das peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção pelas células musculares e adiposas; por muitas razões, essas células não conseguem metabolizar a glicose presente na corrente sangüínea. Denomina-se essa anomalia de "resistência Insulínica".

Os sintomas do Diabetes Tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "silencioso" que o Tipo 1. Por isso ,o Diabetes Tipo 2 deve ser levado a sério pois seus sintomas podem permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde da pessoa . Quando ocorre o diagnóstico, 50% das pessoas já têm complicações.



5.3 - Diabetes Gestacional:



Diabetes Gestacional é o tipo de diabetes que acomete mulheres não-diabéticas durante a gestação.

No Diabetes Gestacional, a mulher desenvolve o diabetes durante a gestação, porque produz quantidade insuficiente de insulina para ela e seu bebê.

Ao término da gestação, a mulher poderá voltar ao seu estado normal de produção de insulina. Esse processo pode ocorrer neste período, pois a placenta produz substâncias que bloqueiam a ação da insulina, o que pode provocar em alguns casos o aumento da glicemia.

Essa é uma situação passageira em sua vida e seu bebê vai desenvolver-se normalmente, se forem seguidas todas as recomendações do seu médico e a glicemia seja mantida dentro dos parâmetros normais desejáveis.



Fatores de Risco do Diabetes Gestacional



• Idade acima de 30 anos;
• Obesidade ou ganho excessivo de peso na gestação;
• Parentes próximos com diabetes;
• Gestação anterior com bebê pesando mais que 4 Kg ao nascer;
• Aborto ou morte fetal anterior (não-esclarecidos);
• Tratamento de hipertensão arterial;
• Diabetes em gestações anteriores;
• Presença de glicose na urina.



Consequências da glicemia elevada para a gestante e o bebê.


 
• Macrossomia - a criança cresce muito e pode nascer pesando mais que 4 Kg;
• Parto cesária em função do tamanho da criança;
• Bebê com hipoglicemia ao nascer (baixa de açúcar no sangue);
• Morte fetal intra-útero;
• Infecções urinárias freqüentes na gestação;
• Parto prematuro em função de excesso de líquido amniótico no útero, causando, aumento exagerado da barriga e do peso;
• Má formação fetal.


Mantendo os níveis de glicemia em valores normais, a gestante evitará todas as conseqüências do Diabetes Gestacional.

Quando o Diabetes Gestacional for diagnosticado, será obrigatório o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por médicos obstetra e endocrinologista, além de nutricionista e enfermeira.



6. Tratamento:



Para controlar bem o diabetes, é indispensável equilibrar os hipoglicemiantes orais, a insulina, os exercícios físicos e os alimentos.

Mudanças bruscas na alimentação e nos exercícios físicos dificultam estabilizar as doses dos medicamentos, quer os hipoglicemiantes orais, quer a insulina. É claro que existem outros fatores que também influenciam o bom controle: o stress e o estilo de vida.


6.1 - Dieta
6.2 - Exercícios físicos
6.3 - Hipoglicemiantes orais
6.4 - Insulina


6.1 - Dieta:Os alimentos fornecem a energia de que necessitamos para viver. Nosso organismo converte a maior parte dos alimentos que comemos em um tipo de açúcar denominado Glicose, do qual as células necessitam para transformar em energia.
Uma dieta equilibrada é aquela que contem todos os nutrientes:

Carboidratos (açúcares), Proteínas, Gorduras e Reguladores.
A dieta deve ser muito bem planejada, pois é um fator da maior importância para o bom equilíbrio / controle da glicemia.


Como compor uma Dieta equilibrada?



Incluindo em todas as refeições um alimento de cada grupo alimentar.



Carboidratos:



São alimentos energéticos. Os carboidratos devem representar aproximadamente 50% do total diário de calorias e constituem a base da alimentação. As principais fontes são os cereais como o arroz, milho, trigo, aveia, centeio, cevada e seus produtos (farinhas, pão, macarrão, massas, biscoitos, pipoca), e os tubérculos: batata, batata-doce, mandioca, mandioquinha, cara, inhame.

Deve-se dar preferência aos alimentos ricos em fibras: pão, cereais e arroz integral, além de frutas secas, vegetais e leguminosas.

Não consumir os açúcares simples, refinado, cristal e mascavo, mel, doces, refrigerantes (não diet).
Proteínas:


São alimentos construtores. As proteínas ajudam a construir e reparar os tecidos do organismo. As proteínas devem representar de 15% a 20% do total das calorias diárias, são encontradas principalmente nos alimentos de origem animal: o leite e seus derivados, ovos, carnes, peixe e frango, além de vegetais: leguminosas, soja, feijão, lentilha etc.

Gorduras:



São alimentos energéticos. As gorduras devem ser responsáveis por até 30% do total das calorias diárias. Deve-se dar preferência às gorduras de origem vegetal: óleos de canola, girassol e milho. Frutas oleaginosas: amendoim, nozes, castanhas, avelãs, amêndoas. Reduzir gorduras de origem animal: banha de porco, peles de aves, gema de ovos, leite e derivados.

Reguladores:



Fazem parte deste grupo de alimentos as fontes de vitaminas, sais minerais, fibras vegetais, verduras, legumes, frutas e água.

O Nutricionista irá recomendar o seu consumo diário de calorias, e o ajudará você a planejar a sua dieta levando em consideração:

• Seu peso e idade
• Sua atividade física
• Seu nível de açúcar no sangue (glicemia)
• Os alimentos de que você gosta



Veja exemplos em relação a composição de uma dieta equilibrada:



1. Com dois alimentos de cada grupo (almoço ou jantar)
• Arroz = energético
• Feijão = construtor
• Frango assado = construtor
• Salada de alface, tomate ou pepino = regulador.
• Óleo para o preparo = energético
• Maçã = regulador


2. Com um alimento de cada grupo (café da manha ou lanche)
• Leite desnatado = construtor
• Pão integral sem adição de açúcar = energético
• Mamão = regulador



Importante:



Fibras Vegetais são nutrientes importantes para o bom funcionamento do aparelho digestivo e prevenção de algumas doenças: prisão de ventre, hemorróidas,gastrite,colite e mesmo tumores do aparelho digestivo.

Colaboram para controlar os níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicérides) e de glicose, evitando glicemias muito altas.

As fibras macias são responsáveis pela menor absorção da glicose e das gorduras durante a digestão. Os alimentos que oferecem estas fibras são:

• Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico e soja);
• Cascas e bagaços de frutas;
• Legumes e verdura;
• Aveia e cevada



Atenção:



• O equilíbrio nas refeições diárias garante boa nutrição e melhor controle da glicemia
• Fracione os alimentos em várias pequenas refeições.
• Os diabéticos Insulino-dependentes devem ajustar o horário e as quantidades de alimentos a seu esquema de insulina.
• Os diabéticos não-insulino-dependentes devem fazer, no mínimo 5 refeições diárias a cada 3 horas.



6.2 - Exercícios Físicos:



De forma geral, pode-se dizer que a pratica de exercícios físicos leva a resultados benéficos para os diabéticos. Com exercícios físicos apropriados, dieta controlada e a devida medicação prescrita pelo medico, os diabéticos podem ter entre outros os seguintes benefícios:

• Elevação da eficácia da insulina. Exercícios físicos ajudam o corpo a responder à insulina presente e a transportar de modo mais eficiente a glicose sanguínea para dentro das células.
• Diminuição nos níveis de glicose no sangue durante e por até 48 horas após a atividade. Exercícios físicos ajudam a controlar a quantidade de açúcar no sangue.
• Redução da quantidade de medicamentos necessários: diminuição nos níveis de glicose, e a quantidade de insulina necessária também diminuem.
• Melhora na circulação: exercícios físicos ajudam a construir mais capilares nos tecidos, assim melhorando a circulação periférica.



Efeitos da Atividade Física em Diabéticos:



A atividade física é essencial no tratamento do Diabetes, particularmente no Diabetes Tipo 2 (pode ser útil como elemento complementar à dieta tradicional). O objetivo dos exercícios é a otimização da capacidade funcional, controle de peso corporal, a modulação dos níveis glicêmicos e a redução de outros fatores metabólicos de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares (Pollock,1993).


Segundo Guedes (1998), os diabéticos que conseguem obter redução de aproximadamente 20% de seu peso corporal inicial demonstram ser capazes de suspender o uso de insulina exógena ou de agentes hiperglicêmicos. Por isso, o autor considera que a prevenção da obesidade pode retardar ou prevenir o desenvolvimento do diabetes.
A prática de exercícios físicos provoca a elevação da sensibilidade dos tecidos à insulina e, com isso, a tolerância à glicose aumenta.



Cuidados: 



A prática de exercícios físicos só é recomendada quando os níveis circulantes de glicose no sangue são mantidos sob controle mediante o uso de insulina ou outro medicamento antihiperglicemico e de dieta adequada.

Valores de Glicemia acima de 250 mg/dL e presença de cetonemia (corpos cetônicos no sangue) contra-indicam a realização de exercícios, sob o risco de aumento da glicemia (hiperglicemia)


É importante ser informado sob efeitos provocados pelos medicamentos
utilizados pela pessoa.


• Pacientes que ingerem simultaneamente insulina e agentes betabloqueadores, podem mascarar os sintomas de hipoglicemia e de elevação da freqüência cardíaca.
• Praticar exercícios nos horários de pico da insulina circulante aumenta o risco de hipoglicemia induzida pelo exercício.
• A presença de complicações associadas: problemas nos rins (nefropatia), nos olhos (retinopatia), nos nervos (neuropatia) e no coração (cardiopatia) podem ser agravadas se a atividade não for adequada ao real estado de saúde do paciente.


A fim de evitar tais riscos, consulte o seu Endocrinologista, para a correta orientação.

O primeiro passo para prescrição de exercício é solicitar um exame que relate a condição dos níveis sanguíneos de glicose. É também necessária a realização de uma avaliação física, antes de iniciar o programa de exercícios.



Precauções quanto à prática de exercícios:



Os Diabéticos Tipo 1 devem precaver-se quanto à prática de atividade física (logo após a aplicação de insulina) no horário de pico da insulina. A prática de exercícios ao final da tarde e início da noite aumentam o risco de hipoglicemia noturna. No caso dos Diabéticos Tipo 2, os exercícios ajudarão a perder ou a manter o peso corporal. Deve-se tomar cuidado com os exercícios que contribuem para que o sobrepeso do paciente não comprima os vasos e comprometa a circulação sangüínea.

Não se exercitar em condições climáticas adversas sem tomar algumas precauções também é uma maneira de melhorar a prática de exercícios. Ao exercitar-se no calor, recomenda-se molhar as partes do corpo com água a intervalos regulares. No frio, escolher roupas que permitam isolamento adequado do frio, evitando tecidos que não permitem a evaporação do suor.
Segundo Vivolo (1994), os diabéticos bem controlados devem tomar cuidado com a probabilidade de ocorrência de uma hipoglicemia que pode ocorrer antes, durante, logo após ou no decorrer 48 horas seguintes ao término da atividade física, pois o nível de glicose continuará a cair.
Considerando os diabéticos maus controlados, a atividade física pode elevar o nível de glicose no sangue e também produzir ou elevar os corpos cetônicos de forma indesejável.
Um bom horário para exercitar-se é após as refeições, quando a pessoa apresenta bastante disponibilidade de glicose. Nesse caso, a atividade física é utilizada como uma forma de reduzir essa elevação. No entanto, exercícios de alta intensidade devem ser evitados nessas ocasiões.
A atividade física pode influenciar na “velocidade de absorção da insulina”, se for aplicada imediatamente antes dela. É aconselhável iniciar a atividade até pelo menos uma hora após ter tomado insulina e analisar com seu medico o perfil de ação da insulina prescrita.
Se a pessoa for realizar exercícios físicos mais rigorosos, a aplicação deve ser feita no abdômen.
Alguns pacientes podem ter necessidade de se alimentar antes da atividade física. Esse fato deve fazer parte do planejamento alimentar, sob orientação do médico ou da nutricionista.
Ao realizar um exercício de maior intensidade por período mais prolongado pode ser difícil para o paciente prevenir a queda de glicose no sangue apenas com a alimentação suplementar. Nesse caso, convém reduzir a dose de insulina que está agindo durante o período de realização dos exercícios., sempre com a orientação do seu medico.


Recomendações:



Segundo o American College of Sports Medicine (ACMS), o diabético deve exercitar-se de 5 a 7 dias por semana, com a duração de 30 - 40 minutos, e a intensidade de 60 à 75 da Fc máx ou 50 à 60% do VO2máx. A atividade de predominância aeróbia: caminhadas, natação, hidroginástica, ciclismo etc..


Exercícios de intensidade elevada ou de longa duração devem ser evitados (acima de 60 minutos), e em temperaturas elevadas.

Fonte: Prof. Ms. Jeferson Macedo Vianna



6.3 - Hipoglicemiantes Orais



Medicamentos tomados por via oral, que, por diferentes formas, dependendo de sua classe, provocam diminuição da glicemia plasmática (nível de açúcar do sangue). São medicamentos largamente utilizados no tratamento do Diabetes Tipo 2. Permitem seu controle e evitam complicações inerentes a doença.

Devido ao grande número de fármacos destinados ao tratamento do Diabetes, e seus diferentes mecanismos de ação, é imprescindível ter a orientação quanto ao uso para que seu efeito seja alcançado de forma mais eficaz.

A dose e o horário devem ser seguidos rigorosamente, pois influenciam diretamente na ação do medicamento.

Os mecanismos de ação e possíveis efeitos colaterais (adversos ) devem ser relatados ao paciente. Por exemplo, interações medicamentosas e a importância da automonitorização para controle e acompanhamento da eficácia terapêutica.

Todo medicamento deve ser tomado mediante prescrição médica, e a interrupção deve ser comunicada ao médico.

A seguir apresentamos as principais classes de Hipoglicemiantes Orais, seus mecanismos de ação, as respectivas drogas e os nomes comerciais dos medicamentos.



6.3.1 - Sulfoniluréias:



Agem estimulando o pâncreas para liberar mais insulina, ajudando a reduzir os níveis glicemicos. Ligam-se a um receptor especifico na célula beta, que determina o fechamento dos canais de potássio dependentes do ATP, resultando em despolarização da célula. O influxo de cálcio secundário a despolarização causa liberação de insulina.


DrogaNome comercial
ClorpropamidaDiabinese
GlibenclamidaDaonil
GlicazidaDiamicron
GlimepiridaAmaryl
GlipizidaMinidiab


6.3.2 - Biguanidas:



A redução da glicemia ocorre, principalmente, por meio da diminuição da produção hepática de glicose, embora outros mecanismos também tenham sido propostos: melhora da sensibilidade periférica a insulina (aumento da captação e utilização da glicose nos tecidos muscular e hepático), redução da absorção dos carbohidratos no intestino delgado, redução do apetite e aumento da saciedade.


DrogaNome comercial
MetforminaGlifage
Glucoformin
Dimefor

6.3.3 - Glitazonas:


Agem por estimulação direta dos receptores nucleares PPAR-gama das células sensíveis a insulina, que atuam regulando a expressão de gens que afetam o metabolismo glicidico e lipidico. Consequentemente, aumentam a utilização da glicose no músculo esquelético e a dipócitos e diminuem a produção hepática da glicose.Melhoram a sensibilidade insulínica e diminuem os níveis de ácidos graxos livres, considerados prejudiciais ao funcionamento da célula beta. Com efeito, tem propriedades antioxidantes.


DrogaNome comercial
PioglitazonaActos

6.3.4 - Acarbose (inibidores da alfa-glicosidases)


Agem por inibição competitiva das enzimas alfa-glicosidases. Atuam no intestino, onde retardam a digestão e a absorção dos carbohidratos ingeridos na dieta; portanto, amenizam o aumento da glicose sanguínea que se segue a alimentação. Inibe também a alfa-amilase pancreática, que é responsável pela hidrolise do amido para oligossacarídeos no lumem do intestino delgado.


DrogaNome comercial
AcarboseGlucobay

6.3.5 - Glinidas:


Agem estimulando o pâncreas a produzir mais insulina, através do fechamento dos canais de potássio na membrana das células beta.

São derivados do acido benzóico e do aminoácido D- fenilalanina


DrogaNome comercial
RepaglinidaNovonorm
Prandim
Gluconorm
NateglinidaStarlix

6.3.6 - Gliptinas (inibidores da enzima DPP-IV):


Agem estimulando o efeito de hormônios produzidos no intestino delgado, os quais ajudam a manter a glicemia controlada. A DPP-IV é representante de uma família de enzimas existentes na circulação e na superfície de múltiplos tecidos, principalmente células epiteliais e endoteliais. Sua atividade consiste em quebrar cadeias peptídicas entre os aminoácidos prolina e alanina. O mecanismo final é reduzir a secreção de glucagon pelas células alfa do pâncreas.


DrogaNome comercial
SitagliptinaJanuvia
VildagliptinaGalvus

6.3.7 - Combinações:


Atualmente existem combinações de hipoglicemiantes orais apresentados em embalagem única.


DrogasNome comercial
Metformina + GlibenclamidaGlucovance
Rosiglitazona + MetforminaAvandaMet
Vildagliptina + MetforminaGalvus Met
Nateglinida + MetforminaStarform

6.4 - Insulina 


Insulina é o hormônio produzido nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas. Promove a absorção da glicose circulante na corrente sanguínea pelas células presentes nos músculos e no tecido adiposo.

Quando os carboidratos são ingeridos e absorvidos, a glicemia aumenta. Nesse momento, as células produtoras de insulina liberam esse hormônio. A liberação reduz a glicemia, levando a glicose do sangue para o fígado, músculos e tecido adiposo. Será usada mais tarde na produção de energia.

A insulina é a “chave”, e o receptor insulínico é a “fechadura”. Quando a porta se abre, a glicose entra.

O defeito do Diabetes pode estar na “chave” ou na “fechadura”, impedindo a glicose entrar na célula, acumulando-se no sangue . Assim se caracteriza a Hiperglicemia.

Os diabéticos que não produzem insulina necessitam desse hormônio em injeções diárias.
A insulina começou a ser produzida industrialmente, em 1923, pela extração desse hormônio do pâncreas de animais bovinos e suínos. Desde os anos 80, com o advento das técnicas da Engenharia Genética, toda insulina comercializada é denominada Insulina Humana. pois a molécula sintetizada é exatamente igual à molécula de insulina produzida pelo homem.


Esta metodologia consiste em inserir numa célula (bactéria ou levedura) o gem humano responsável pela síntese da insulina. Esta nova célula modificada, irá multiplicar-se em condições adequadas (processos de fermentação) e produzir moléculas de insulina.

Mais recentemente, surgiram os medicamentos denominados análogos de insulina, que não são propriamente a insulina em si, mas moléculas modificadas em laboratório para obterem melhor controle glicêmico.



6.4.1 - Tipos de Insulina:



Os diferentes tipos de preparados de insulina, são distinguidos pela velocidade com que a insulina injetada é absorvida do tecido subcutâneo pela corrente sanguínea (inicio da ação) e pelo tempo que o organismo necessita para absorver toda a insulina injetada (tempo de ação)

Assim estão disponíveis os seguintes tipos de insulina:



• Insulina de Ação Rápida
• Insulina de Ação Intermediaria
• Insulina Pré-misturada



Insulina de Ação Rápida (R)



Também denominada Insulina Regular, Simples ou Cristalina.


É uma solução clara de aspecto límpido e transparente, que tem inicio de ação aproximadamente em 30 minutos, com um pico de ação em 2 horas e um tempo de ação de 8 horas.

Insulinas de Ação Rápida:

DrogaNome comercial
Insulina Regular,
Rapida ou Simples
Humolin R
Novolin R
Insunorm R

Insulina de Ação Intermediaria (NPH)

A preparação é obtida pela adição de uma substancia que retarda a absorção da insulina. A combinação de insulina e de uma substancia retardadora, uma proteína denominada Protamina, resulta na formação de cristais que dão ao liquido aparência turva. A suspensão deve ser agitada suave e uniformemente antes de cada injeção.

O inicio de ação é de aproximadamente de 1 hora e meia, com um pico de ação entre 4 e12 horas, e um tempo de ação de 20 horas.

Insulinas de Ação Intermediária:

DrogaNome comercial
Insulina NPH,Humolin N
Novolin N
Insunorm N
Insulina Premisturada (NPH+R)


São preparados de insulina, pré-misturados de ação rápida e de ação intermediaria. Consequentemente esse tipo de preparação tem um perfil de ação combinado entre os dois tipos.

O inicio de ação é de aproximadamente 30 minutos , um pico de 2 horas e um segundo pico entre 4 e 12 horas e um tempo de ação de 20 horas.

Insulinas Premisturadas:


NomeNome comercial
Insulina NPH / RHumulin 70/30


Análogos de Insulina



Análogo de insulina é uma forma alterada da molécula de insulina,diferente de qualquer outra que ocorre na natureza, mas para executar a mesma ação da insulina humana em termos de controle glicêmico.

Essas modificações têm sido usadas para criar dois tipos de análogos de insulina; aqueles que são mais facilmente absorvidos, e, portanto agem mais rapidamente do que a insulina natural e fornecem insulina necessária apos uma refeição, e aqueles que são liberados lentamente durante um período de 8 e 24 horas, portanto fornecer um nível de insulina para o dia.

Análogos de Insulina com ação ultra-rápida:


NomeNome comercial
LisproHumalog
AsparticaNovorapid
GlulisinaApidra


Análogos de Insulina de ação Basal

NomeNome comercial
GlarginaLantus
DetemirLevemir


Análogos de Insulina pré-misturada de ação prolongada:


NomeNome comercial
NPL + Lispro 75/25Humalog Mix 25
NPL + Lispro 50/50Humalog Mix 50
NPH + Asparte 70/30Novomix 30


Todas as Insulinas e os Análogos estão padronizados em 100 (UI/ml) unidades por mililitro. Estão disponíveis em frascos de 10 ml para aplicação com seringas e/ou em refil de 3,0 ml para aplicação no sistema de canetas (pen).

6.4.2 - Aplicação de Insulina



Desde que foi decidido pelo medico o tratamento com insulina, você deve prestar muita atenção no tipo de insulina prescrita, nas doses recomendadas, não podendo o paciente mudar nem o tipo nem a dose, sem a devida orientação medica.

Nos últimos anos, houve grande progresso no desenvolvimento de sistemas de aplicação, desde as tradicionais seringas e agulhas, cada vez mais finas, o que tornou a aplicação de insulina mais confortável e quase indolor. As canetas de aplicação e as bombas de infusão foram desenvolvidas e aprimoradas.

Locais de aplicação



É importante alternar periodicamente o local de cada aplicação de insulina, fazendo rodízio, uma vez que, quando uma área é utilizada muitas vezes para injetar-se, pode haver problemas degenerativos locais, ate mesmo, prejudicando absorção e conseqüentemente prejudicando o bom controle do Diabetes . As áreas mais adequadas para a aplicação de insulina são:

• Parede abdominal
• Coxas
• Nádegas
• Braços


Assim, sendo uma área relativamente ampla, permite perfeita rotatividade quanto ao local de injeção.

Existem duas maneiras para realizar o rodízio de aplicação de insulina:

1 - Utilizar uma região para cada aplicação diária, ou seja, caso faça três aplicações por dia, utilizar por exemplo: abdomen, coxas e braços.

2 - Dividir as regiões em vários pontos “imaginários”, de forma que cada região tenha em média de 5 à 7 pontos com uma distância de 2 cm entre eles. Desta maneira, cada região poderá ser utilizada para várias aplicações consecutivas, de forma que após a utilização de todos os pontos de todas as regiões, a pele terá um maior tempo para restabelecer-se, diminuindo a probabilidade de problemas degenerativos locais.

Quem fizer uma aplicação diária de insulina poderá utilizar, por exemplo, a coxa direita por até 7 dias, e sucessivamente a coxa esquerda, braço direito, braço esquerdo, parede abdominal, nádegas. Desta maneira, quando retornar a aplicação na coxa direita já terão se passado em média 56 dias, ou seja, tempo suficiente para o “descanso” e restabelecimento da pele da região.

Esta técnica tem sido mais recomendada e aceita pelos profissionais, pois, diminui os casos de lipodistrofias e melhora significantiva na absorção da insulina.


Aplicação com Seringa



Estão disponíveis no mercado brasileiro diversas marcas.

Seringas para aplicação de insulina com agulhas fixas (embutidas), com escalas de graduação de ½ em ½ unidades , de 1 em 1 unidade e de 2 em 2 unidades, com agulhas de comprimentos e diâmetros distintos, onde quanto maior o diâmetro mais grossa a agulha, tais como:

• 12,7 mm x 0,33 mm ( 29 G)
• 8,0 mm x 0,30 mm (30 G)
• 6,0 mm x 0,25 mm (31 G)

É comum perguntar-se: “Qual o tamanho de agulha mais indicado para o meu caso?”


Ao iniciar-se a insulinoterapia a orientação quanto ao tamanho da agulha era baseado de acordo com o IMC (índice de massa corpórea) da pessoa.

Posteriormente, verificou-se que o tipo físico de cada paciente era um fator importante nessa tomada de decisão; pois muitos apresentavam sobrepeso, ou tinham o tecido adiposo (gordura) localizado em alguma parte do corpo, por exemplo: região abdominal, e se o mesmo tamanho de agulha indicada para esse caso de 12,7 mm fosse utilizada na aplicação na coxa com pouco tecido adiposo poderia atingir o músculo e aumentar o risco de hipoglicemia.

Assim sendo, passou-se a indicar o tamanho da agulha após avaliação das regiões indicas para a aplicação de insulina e preconizando um tamanho adequado para cada região.

O conceito de que pessoas magras devem usar agulha mais curta, enquanto que pessoas com sobrepeso ou obesas devem usar agulha mais longa, começou a ser mudado após pesquisa cientifica apresentada no Congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), em 2010.

Sabe-se que, deve-se aplicar insulina no tecido subcutâneo (camada abaixo da pele).


A pesquisa demonstrou que a espessura da pele não ultrapassa a 3,2 mm e que a absorção da insulina não foi alterada quando aplicada com agulha de 4 mm quer em pessoas magras, com sobrepeso ou obesas. Obteve-se o mesmo controle glicêmico, comparado com pessoas que mantiveram a aplicação de insulina com o uso de agulhas tradicionais.

Esta conclusão permitiu o lançamento no mercado internacional de agulhas de 4 mmm para utilização no sistema de aplicação - caneta de insulina (Pen)-, indicada para todas as pessoas

Acredita-se que com mais esse avanço na aplicação de insulina, por ser mais confortável, praticamente indolor, levará a uma maior e melhor adesão dos diabéticos ao tratamento com insulina.

“Fazer ou não a prega cutânea?”



A maioria dos textos sobre técnicas de aplicação de insulina refere-se a pratica de fazer-se a prega cutânea. Atualmente, com a disponibilidade de agulhas menores (4, 5, 6 e 8 mm) a recomendação quanto a fazer ou não a prega cutânea passou a ser questão de escolha, sendo que, ela é dispensável. Para o caso de uso de agulha tradicional de 12,7 mm, recomenda-se fazer a prega cutânea.



Procedimentos adequados para a devida aplicação de insulina.



1. Lave bem as mãos e o local de aplicação com um algodão embebido com álcool.
2. Verifique se a seringa é correta, pois há seringas que são graduadas de ½ em ½ unidades, de 1 em 1 unidade e de 2 em 2 unidades.
3. Retire a insulina da geladeira para atingir a temperatura ambiente.
4. Se usar insulina de ação intermediaria de aspecto leitoso (NPH ou Pré-mistura) , agite suavemente o frasco ate que o liquido fique homogêneo.
5. Introduza uma quantidade de ar na seringa, que corresponda à dose de insulina a ser aplicada, e injete lentamente dentro do frasco, mantendo-o na posição vertical, diante dos olhos.
6. Vire o frasco de cabeça para baixo, bata na seringa com os dedos, suavemente, para retirar as bolhas de ar.
7. Injete o excesso de insulina do frasco e retire a agulha.
8. Faça ou não a prega cutânea e introduza a agulha em ângulo de 90 graus no tecido subcutâneo. Em crianças e pessoas magras, introduza a agulha com um ângulo de 45 graus. A prega deve ser solta antes da aplicação.
9. Injete a insulina lentamente, retire a agulha suavemente e passe o algodão embebido com álcool sobre o local.
10. Jogue a seringa descartável fora, tomando o cuidado de recolocar a tampa na agulha.



Canetas de Aplicação



A opção mais segura, prática e confortável para aplicar-se insulina esta disponível através das canetas de aplicação.

O refil das canetas, após iniciado o seu uso, pode (deve) ser mantido em temperatura ambiente.

Também existem atualmente as canetas de aplicação já prontas para o uso, o paciente não precisa trocar o refil, uma vez que elas já vêm prontas para a utilização.

As agulhas utilizadas nas canetas são também bastante finas e pequenas e estão disponíveis no mercado brasileiro com diferentes comprimentos e diâmetros, tais como:

• 12,7 mm x 0,33 mm (29 G)
• 8 mm x 0,25 mm (31 G)
• 5 mm x 0,25 mm (31 G)
• 4 mm x 0,23 mm (32 G)




Bombas de Infusão de Insulina



A bomba de infusão de insulina é um aparelho pequeno, do tamanho de um Pager, ligado ao corpo por um cateter com agulha flexível na ponta. A agulha é inserida na região subcutânea do abdômen ou da coxa e deve ser substituída, a cada dois ou três dias, para evitar obstruções.

Não é uma bomba inteligente, isto é, ela não mede a glicemia ou indica a quantidade de insulina a ser administrada. A dosagem da glicemia permanece sendo realizada através do glicosímetro e não pela bomba. O funcionamento é simples, liberando quantidade de insulina basal, programada pelo medico, 24 horas por dia, tenta imitar o funcionamento do pâncreas de uma pessoa normal. No entanto, a cada refeição é preciso calcular a quantidade de carboidratos que será ingerida e programar o aparelho para lançar quantidade de insulina de ação rápida ou ultra-rápida (análogo) no organismo.



Candidato ideal para usar a bomba de insulina é o diabético que:



• Consegue medir a glicemia capilar, no mínimo 4 vezes ao dia. Na fase de ajuste de doses de insulina a serem usadas na bomba, passe a medir a glicemia no mínimo 6 vezes por dia.
• Segue as recomendações medicas e mantém contato com a equipe responsável pela bomba, seguindo a dieta recomendada.
• Tem condições financeiras para arcar com os custos.
• Está disposto a usar o aparelho 24 horas por dia junto ao corpo.
• Manter a pratica da atividade física.



Vantagens do uso:



• Maior flexibilidade no horário das refeições
• Reduz o risco de hipoglicemias, e a longo prazo as complicações decorrentes do diabetes., assumindo o uso da bomba de maneira adequada.
• Melhora o controle glicêmico e níveis da Hemoglobina glicosilada.
• Melhor controle do chamado fenômeno do amanhecer, responsável pela elevação da glicemia entre as 4 e 8 horas da manha, que causa hiperglicemia, se o diabético não tiver calculado a dose de insulina na noite anterior, ou não se levantar de madrugada para administrá-la. Com o uso da bomba, esse problema está resolvido.




6.4.3 - Armazenagem e Transporte de insulina



Os seguintes cuidados devem ser observados quanto ao armazenamento e transporte da insulina.

• A estocagem de insulina deve ser feita em geladeira,na temperatura entre 2 a 8 graus. Deve-se evitar estocar a insulina na porta, onde há maior variação de temperatura. Siga sempre as orientações escritas na bula do medicamento.
• Não exponha a insulina ao sol e evite calor excessivo, como o porta-luvas do carro, em cima de estufa, fogão ou aparelhos eletrônicos.
• Não congele a insulina, nem faça seu transporte em contato com gelo seco.
• Em viagens longas, leve a insulina na bagagem de mão, usando um recipiente (bolsa) isotérmico.
• Não agite vigorosamente o frasco de insulina.
• Não use insulina com data de validade vencida.
• Não (use a insulina se observar mudança no seu aspecto, cor amarela escuro, granulações, turvação, por exemplo)

Limites de temperatura que podem ser aplicados

Temperatura (Graus Celsius)Tempo Maximo Aceitável
-20 a -1015 minutos
-10 a -530 minutos
-5 a +22 horas
+8 a +15168 horas
+15 a + 2596 horas
+25 a + 3024 horas
+30 a + 406 horas
Acima de + 40Não permitido

7. Automonitorização (autocontrole)


O autocontrole do diabetes consiste em balancear adequadamente a alimentação, os exercícios físicos, a medicação, insulina ou hipoglimeciantes orais.

O autocontrole começa mediante medida da glicemia, que varia durante o dia, e, por essa razão deve ser medida para ser controlada.

Pode-se medir a glicemia de duas maneiras; diretamente do sangue (glicemia) ou indiretamente, através da urina (glicosuria).

Para medir-se a glicemia, utiliza-se um equipamento denominado Glicosímetro (um monitor), onde uma gota de sangue é colocada numa fita reagente e colocada no aparelho que calcula a glicemia em alguns segundos.

Existem diversos monitores disponíveis no mercado. Para avaliar de forma indireta , pela urina, é necessário utilizar tiras para glicosuria e cetonas. Em uma tira,deve-se desprezar a primeira urina e depois molhe a parte reagente da fita na urina. Espere o tempo indicado. Compare a cor com as opções que estão no tubo.

Esse controle é pouco preciso, porque o açúcar na urina somente aparece quando a glicemia estiver acima de 180 mg/ml ,e o rim começa a filtrar a glicose.

Usando sempre o Diário do Diabético, anote os resultados das glicemias, e as doses de insulina, os horários, glicosurias, e qualquer outro dado que possa influenciar a sua glicemia: exercícios físicos, doenças, etc.

Leve sempre o seu diário para o seu medico ver a cada consulta.



Diário de Glicemia


(Clique para Ampliar)

8. Hemoglobina Glicada:



Pesquisadores já provaram que um bom controle é o fator primordial para evitar complicações do Diabetes.

É preciso buscar perfeito equilíbrio no tratamento, com exercícios, dieta e medicação, para manter os níveis de glicose no sangue dentro da normalidade, ou seja, de 70 a 110 mg/dL (em jejum). Esse é o objetivo de quem tem diabetes.

A hemoglobina absorve a glicose - açúcar no sangue - na mesma proporção que se encontra na corrente sanguínea.



O que é o teste de Hemoglobina Glicada? 



Os glóbulos vermelhos do sangue renovam-se a cada 2 ou 3 meses. A hemoglobina glicosilada ou glicada, também conhecida como A1C, é um teste que permite a medição da quantidade de glicose que se combinou com a hemoglobina de forma irreversível.


Esse exame permite medida aproximada do controle do Diabetes nos últimos 2 ou 3 meses.

As médias da glicose no sangue se refletem na quantidade de glicose agregada à hemoglobina.


Se a glicose do diabético estiver alta nos últimos 2 ou 3 meses (hiperglicemia), teremos mais quantidade de glicose na hemoglobina. Se estiver baixa (hipoglicemia), teremos menos camadas de glicose agregada.

Por isso é possível saber exatamente o nível de controle do Diabetes nesse período. O controle diário da glicose é sempre necessário, e o teste de Hemoglobina Glicada não o substitui.

É importante realizar o teste sempre no mesmo laboratório, pois os valores podem variar de acordo com o método utilizado. (veja o valor de referência)

É possível portanto, comparar os resultados obtidos, verificando o progresso do tratamento. O teste de Hemoglobina Glicada proporciona valiosa informação retrospectiva do diabetes, permitindo gerenciar melhor o seu controle.

De acordo com a Associação Americana de Diabetes, todo paciente diabético deve fazer o teste pelo menos duas vezes ao ano. O ideal é manter seu A1C menor do que 7.

9. Hiperglicemia



É a elevação dos níveis de glicose no sangue; glicemia acima de 160 mg/dL é considerada hiperglicemia e ocorre principalmente quando o tratamento medicamentoso está insuficiente diante as dieta e atividades diárias.



Pode ser causada por:



• Dose de medicação menor do que a necessidade
• Uso de medicação não adequada para determinado caso
• Abusos alimentares
• Na ocorrência de gripes ou infecções em geral
Sugestões para o tratamento dos diversos estados glicêmicos


GLICEMIALANCHE RECOMENDADO
120 - 180 mg/dLLanche usual, evitando achocolatado diet e suco de laranja
180 - 250 mg/dLBebida de baixo valor calórico, porção de bolacha ou pão, evitar frutas.
Acima de 250 mg/dLLíquidos com baixo valor calórico, pequena porção de bolacha ou pão.

Problemas de Saúde a longo prazo:


Altos níveis de glicose no sangue podem provocar alterações nos grandes e pequenos vasos sanguíneos e nos nervos. O Diabetes também pode diminuir a resistência do corpo no combate ás infecções. Pacientes diabéticos que mantém a glicemia elevada apresentam maiores risco de problemas oculares, doença renal, ataques cardíacos, derrame cerebral, pressão alta, má circulação, formigamento nas mãos e nos pés, problemas sexuais, amputações e infecções. O bom controle glicêmico pode ajudar a evitar todas estas complicações descritas.



10. Hipoglicemia



O principal objetivo do tratamento do Diabetes é normalizar a glicemia. Para conseguir perfeito funcionamento metabólico, é preciso o equilíbrio entre dieta, exercícios físicos e medicamentos (insulina ou hipoglicemiantes orais).

A hipoglicemia é a queda excessiva de açúcar no sangue.
• O aparecimento dos sintomas é rápida, e os níveis de glicose no sangue estão abaixo de 70 mg/dL.

Causas da Hipoglicemia:



• Excesso de exercícios físicos;
• Falta de uma refeição regular ou fora do horário;
• Pouca quantidade de alimentos;
• Vômitos ou diarréia; ou infecções em geral
• Administração de alta dose de insulina ou ingestão de maior quantidade de hipoglicemiantes orais;
• Consumo de bebidas alcoólicas.

Sintomas da Hipoglicemia: 



• Fome súbita;
• Fadiga;
• Tremores;
• Tontura;
• Taquicardia;
• Suores;
• Pele fria, pálida e úmida;
• Visão turva ou dupla;
• Dor de cabeça;
• Dormência nos lábios e língua;
• Irritabilidade;
• Desorientação;
• Mudança de comportamento;
• Convulsões;
• Limitação do conhecimento.

Em caso de suspeita de hipoglicemia, você pode notar um ou mais desses sintomas. Ao detectar o(s) sintoma(s) deve-se proceder da seguinte forma:

• Elevar o nível de açúcar no sangue imediatamente.
• Se possível, verificar a glicemia com tiras reagentes, que mede o açúcar no sangue. Não é aconselhável fazer teste na urina, pois o resultado não é confiável no momento da hipoglicemia.

Recomendações: 



• Ingerir algum alimento, copo de leite, suco de frutas ou refrigerante. Se após 15 minutos os sintomas não desaparecerem, beber água com açúcar, comer chocolate, uma bala ou tabletes de glicose.
• O médico pode ainda indicar para estas situações o medicamento Glucagon injetável, que libera glicose no sangue
• O alimento deve ser dado, se o paciente estiver consciente e for capaz de engolir, nunca em caso de inconsciência.
Quando o diabético estiver inconsciente.
• Colocar no lado interno da bochecha, açúcar ou mel.
• Friccionar a parte interna da bochecha para facilitar a absorção.
Essas medidas devem ser imediatas; por isso você deve informar às pessoas que convivem com você: colega de escola ou trabalho, familiares e amigos. Eles podem salvar sua vida.
• Se após essas medidas, o diabético continuar inconsciente, leve-o imediatamente ao Pronto-Atendimento mais próximo, informando ao médico plantonista o antecedente de diabetes, os sintomas da hipoglicemia que apresentou e o que já foi feito até o momento. Seguramente, ele administrará glicose endovenosa e verificará a glicemia.
• Ao acordar, o diabético deve ingerir alimento de absorção lenta: um sanduíche, bolachas, uma fruta.

Como evitar a Hipoglicemia.



• Programar suas atividades físicas;
• Ingerir alimentos extras antes de exercícios físicos;
• Cumprir o plano alimentar: horário, quantidade e qualidade dos alimentos;
• Informar seu médico imediatamente em caso de vômitos e diarréia, ou infecções agudas.
• Utilizar a medicação prescrita nas doses e horários indicados pelo médico;
• Evitar bebidas alcoólicas.

Em situações especiais: viagens, festas entre outras, intercale sua alimentação regular com lanches extras.


11. Complicações Crônicas:



Os sintomas das complicações envolvem queixas visuais, cardíacas, circulatórias, digestivas, renais, urinárias, neurológicas, dermatológicas e ortopédicas, entre outras.



Sintomas visuais.



O paciente com Diabetes Mellitus descompensado apresenta geralmente turvação visual. As complicações, a longo prazo, envolvem redução da acuidade visual e visão turva que podem estar associadas a catarata ou a alterações retinianas denominadas retinopatia diabética. A retinopatia diabética pode levar ao envolvimento importante da retina, chegando a causar descolamento de retina, hemorragia vítrea e até cegueira.



Sintomas cardíacos.



Pacientes diabéticos apresentam maior prevalência de hipertensão arterial, obesidade e dislipdemias.Em casos de tabagismo associado, o risco de doença cardivascular é ainda maior. A doença cardíaca pode envolver as artérias coronárias, o músculo cardíaco e o sistema de condução dos estímulos elétricos do coração. Como o paciente apresenta em geral também algum grau de alteração dos nervos do coração, as alterações cardíacas podem ocorrer sem que nenhum sintoma se manifeste, sendo descobertas apenas na presença de graus avançados de doenças cardiovasculares: o infarto agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca e as arritmias.



Sintomas circulatórios.



As alterações circulatórias se manifestam por arteriosclerose de diversos vasos sanguíneos e são freqüentes as complicações que obstruem vasos importantes: as artérias carótidas, aorta, ilíacas, e diversas outras das extremidades. Essas alterações são particularmente importantes nos membros inferiores (pernas e pés), que associadas às alterações circulatórias, dos nervos periféricos (neuropatia periférica), infecções fúngicas e bacterianas e úlceras de pressão; compõem o chamado "pé diabético" que pode levar em estágios mais avançados à amputação de membros inferiores, com grave comprometimento da qualidade de vida dessas pessoas.



Sintomas digestivos.



Pacientes diabéticos podem apresentar comprometimento da inervação do tubo digestivo, com consequente diminuição da motilidade do trato gastro intestinal. Tais alterações podem provocar distensão abdominal,e vômitos com resíduos alimentares e diarréia. A diarréia é caracteristicamente noturna e ocorre sem dor abdominal significativa; freqüentemente associado com incapacidade para reter as fezes (incontinência fecal).



Sintomas renais.



O envolvimento dos rins no paciente diabético evolui lentamente e sem sintomas, e estes quando ocorrem já significam perda de função renal significativa. São exemplos: inchaço nas pernas e nos pés (edema de membros inferiores), pressão arterial de difícil controle, anemia e perda de proteínas pela urina (proteinúria), confusão mental e coma metabólico.



Sintomas urinários.



Pacientes diabéticos podem apresentar dificuldade para esvaziamento da bexiga devido à perda de sua inervação (bexiga neurogênica). Essa alteração pode provocar perda de função renal e funcionar como fator de manutenção de infecções urinárias de repetição. Nos homens, essa alteração pode associar-se com dificuldades de ereção e impotência sexual, além de piorar sintomas relacionados com aumento de volume da próstata.



Sintomas neurológicos.



O envolvimento de nervos no paciente diabético pode provocar neurites agudas (paralisias agudas) nos nervos da face, dos olhos e das extremidades. Podem ocorrer também neurites crônicas que afetam os nervos dos membros superiores e inferiores, causando perda progressiva da sensibilidade vibratória, dolorosa, ao calor e ao toque. Essas alterações são o principal fator para o surgimento de modificações na posição articular e da pele que na planta dos pés, ocasionando úlceras ("mal perfurante plantar"). Os sinais mais característicos da presença de neuropatia são a perda de sensibilidade em bota e luva. Ocorrem ainda deformidades como a perda do arco plantar e as "mãos em prece" e as queixas de formigamentos e alternância de resfriamento e calores nos pés e pernas; principalmente, à noite e chegando até ao aumento,diminuição ou ausência de sensibilidade nas extremidades.



Sintomas dermatológicos.



Pacientes diabéticos apresentam maior risco para infecções fúngicas de pele (tinha corporis, intertrigo) e de unhas (onicomicose). Nas regiões afetadas por neuropatia, ocorrem formações de placas de pele espessada denominadas hiperceratoses, que podem ser a manifestação inicial do mal perfurante plantar.



Sintomas ortopédicos.



A perda de sensibilidade nas extremidades leva a uma série de deformidades; como os pés planos por perda do arco plantar, os dedos em garra, e a degeneração das articulações dos tornozelos ou joelhos ("Doença de Charcot").

11.Cuidados com os pés:



Os pacientes diabéticos devem cuidar muito bem dos pés.

Alto nível de glicemia pode afetar os nervos dos pés e causar problemas de circulação do sangue.
Quando os nervos dos pés e das pernas ficam afetados, a pessoa pode começar a ter sensação de formigamento e “agulhadas”. Além do mais, pode perder a sensibilidade dos pés e não sentir dor, pressão ou alteração de temperatura.Se tiver uma lesão qualquer, pode não se dar conta dela imediatamente, ficando sujeita a infecções.

A infecção ou falta de circulação do sangue pode causar ate mesmo, necessidade de amputação.


Os sinais de falta de circulação do sangue incluem:



• Dor nas pernas ou nos pés, especialmente quando se pratica exercício físico.
• Dor ou sensação de cansaço nas pernas durante a noite.
• Feridas que não são curadas, pés inchados, de coloração azul ou planta dos pés ressecada e rachada.



Orientações para o cuidado dos pés:



• Verifique seus pés diariamente para ver se há bolhas, rachaduras, cortes ou pele seca entre os dedos ou na planta do pé e vermelhidão. Use um espelho ou peça ajuda de outra pessoa se você tiver dificuldade em ver seus pés.
• Comunique-se com seu medico caso encontre qualquer lesão.
• Lave os pés diariamente com sabão neutro e água morna.sempre controle a temperatura da água para garantir se não esta demasiadamente quente.Enxugue bem os pés, inclusive entre os dedos.
• Evite colocar os pés de “molho”, pois poderá causar ressecamento.
• Use uma loção ou creme no dorso e planta dos pés (exceto entre os dedos), especialmente nas áreas mais ressecadas.
• È melhor aparar as unhas dos pés com uma lixa, ou invés de cortá-las; sempre use a lixa cuidadosamente em linha reta de um lado para o outro.
• Antes de calçar meias e sapatos, verifique se não há nada dentro deles que possa eventualmente pressionar e machucar seus pés.
• Use sapatos confortáveis (couro mole e sem costura, de preferência), que calcem bem e consequentemente não causem bolhas. Durante todas as estações do ano, você deve usar sapatos fechados, que oferecem maior proteção aos seus pés.
• Não ande descalço, mesmo dentro de casa.
• Use de preferência sempre meias de algodão, sem costura, pois ajudam a manter seus pés secos.Se sentir frio nos pés, use meias mais quentes.O elástico das meias não deve comprimir a região do tornozelo.
• Não use almofadas elétricas nem bolsas de água quente para esquentar seus pés.
• Se você tiver calos ou verrugas, procure um especialista para tratá-los, porem jamais tente remove-los sem orientação médica. Os produtos indicados para tal finalidade podem lesar a pele e causar infecções.




O cuidado com os pés é um item muito importante no controle do Diabetes. Seu medico ajudará você a desenvolver o melhor tratamento para cuidar de seus pés.


13. Direitos e Programas Educacionais



Agora que você tem conhecimento do Diabetes, a importância do tratamento e controle, e dos cuidados, sempre visando sua qualidade de vida para evitar as complicações crônicas, a ANAD oferece a você uma Assistência Jurídica para você conhecer seus direitos enquanto cidadão e portador do Diabetes.

Visite nosso Departamento Jurídico, fale conosco.



É fundamental você se manter atualizado; e a ANAD oferece também, Vídeos Educacionais, também à disposição no nosso site.
Finalmente, convidamos lhe a visitar sempre o site dos nossos Departamentos Educacionais.



14. Fontes - Referências



Agradecemos e deixamos registradas as diversas Fontes que foram utilizadas para a elaboração desse material, além das já citadas no texto, especialmente os Laboratórios:

• BD - BECTON DICKNSON
• ELI LILLY
• NOVO NORDISK
• ROCHE
• SANOFI AVENTIS


Outrossim, foram consultados textos da SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes, Portal do Diabetes, entre outros, alem da contribuição dos profissionais da ANAD dos diversos Departamentos, e de modo especial:

• Enfermeira Kelly Regina Rocha
• Medica Dra. Vivian Fanny Delgado de França Arruda
• Nutricionista Hanna F. Martiniano
• Professor de Educação Física Claudio Cancellieri
• Professor de Educação Física Luiz Américo Bravo



Coordenação: Luiz Flavio de Freitas Leite, Farmacêutico-Bioquímico, Mestre em Bioquímica, MBA em Gestão de Saúde.




http://www.anad.com.br/institucional/Tipos_de_diabetes.asp



















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