segunda-feira, 20 de outubro de 2014

QUANDO foi DIAGNOSTICADO(A), o que você gostaria de ouvir?


Lembra-se de quando o médico te disse “você tem diabetes”, e o que você sentiu ao receber essa notícia? 

Sabemos que o momento do diagnóstico é sempre bastante difícil, as pessoas sentem uma perda muito grande ao descobrir que o diabetes não tem cura e exige tratamento e controle contínuos. Muitas pessoas nem sabem o que é diabetes. Pensando nisso, a revista Diabetes Voice (setembro de 2014) perguntou a pessoas com diabetes tipo 1, tipo 2 e LADA o que elas gostariam que o médico tivesse dito na hora do diagnóstico. Conforme se percebe nos exemplos abaixo,a falta de informação pode não só deixar o diagnóstico mais difícil de lidar, como também complicar a vida das pessoas que o recebem

www.portaldiabetes.com.br/novidades-artigos/diabetes-artigos/pre-diabetes/
John Morrison, 73 anos, de Connecticut, relata que passou muitos anos com a glicemia alterada, mas o médico não dizia nem fazia nada. Depois de alguns anos, outro médico anunciou que ele tinha diabetes, ensinou-lhe a aplicar insulina e orientou para que voltasse ao hospital 3 vezes por semana para medir a glicemia. Nas consultas seguintes a única preocupação era ajustar a dose de insulina, mas nada outras informações sobre a disfunção.


Com a falta de conhecimento o Sr.Morrison 
deixava muitas vezes de se alimentar e até de se aplicar insulina. Quando perguntado, respondia que não tinha diabetes ou que não necessitava de insulina. A educação em diabetes começou quase de 20 anos depois das primeiras alterações na glicemia, ao terum ataque cardíaco e passar por uma cirurgia de quatro pontes-de-safena. De forma irônica, quem levou informação ao Sr. Morrison, que hoje convive com diversas complicações, foram outras pessoas com diabetes e a mídia, e não os médicos.

Elizabeth Snouffer tem diabetes tipo 1 há 38 anos. O diagnóstico aconteceu quando desmaiou no colégio aos 12 anos, perdia muito peso, estava em cetoacidose diabética e precisou ficar na UTI. O médico, muito prestativo, levou-a de imediato para conhecer pessoas com complicações, incluindoum senhor sem uma perna e uma jovem com bandagem sobre os olhos. Aproveitou, ainda, para a informar que se não aplicasse insulina iria morrer mais cedo, mas, de qualquer forma, antes, ficaria cega, teria alguma amputação, não poderia ter filhos e teria sorte se passasse dos 35 anos de idade. Essas informações deixaram cicatrizes que levaram tempo até cicatrizarem. Mas, de forma corajosa, Elizabeth assumiu o compromisso de mudar seu prognóstico. Hoje, 38 anos depois do diagnóstico, ela tem uma filha de 14 anos e nenhuma complicação.

Os relatos são diversos, nenhum com um diagnóstico seguido de informações sensatas e educação adequada. Fica um alerta aos profissionais de saúde que precisam se atualizar e aprender a educação em diabetes. E, a quem foi dado o diagnóstico de forma despreparada, cabe buscar profissionais qualificados para um melhor controle e um futuro de saúde e sucesso. Saiba que você não está sozinho.




Por Deise Santiago
Nutricionista
Participante do 5º Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes


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