terça-feira, 24 de junho de 2014

Alimentos com grãos integrais: o que existe de verdade sobre eles?

Quando você está acima do peso e decide emagrecer com saúde ou possuiu problemas como diabetes ou obesidade, a primeira iniciativa é procurar um nutricionista ou médico especializado.
Certamente, estes profissionais indicarão uma dieta rica em grãos integrais, excelentes fontes de fibras que ajudam a reduzir o risco de doença cardíaca, diabetes tipo 2 (devido as altas taxas de açúcar no sangue) e o câncer de cólon.
O único problema é que os verdadeiros grãos integrais tem um sabor que não agrada o paladar de todos, existem pessoas que afirmam que o gosto se assemelha ao do “papelão”.
A indústria alimentar sabendo do aumento do consumo de integrais, por vezes, oferece produtos dizendo ter grãos integrais, quando na verdade oferecem pouca ou nenhuma fibra. Rótulos com a palavra multigrãos, 12 grãos, alimento enriquecido, podem esconder a verdadeira propriedade da mercadoria.
Pesquisadores da Universidade de Havard, do departamento de Saúde Pública, realizaram uma pesquisa divulgada em janeiro deste ano na revista Nutrição em Saúde Pública, que indica que a maioria dos rótulos de "grãos integrais” são confusos. A indústria se apoia no selo de alimentos integrais, mas apresentam mercadorias ricas em açúcar e com quantidade de calorias, acima do normal.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o cereal Lucky Charms apresenta formato de desenhos como o de coração, arco-íris, balões, todos eles coloridos. No rótulo o primeiro ingrediente citado são os grãos integrais, seguido da presença de marshmallows que são feitos de açúcar, amido de milho e xarope de milho, o terceiro ingrediente na lista é açúcar, o quinto ingrediente é o xarope de milho e o sexto é o amido de milho. Ou seja, há repetição de ingredientes na receita.
O Lucky Charms possui o selo de grãos integrais. Até porque o fabricante do cereal, General Mills, é um dos patrocinadores do Conselho de Grãos Integrais, responsável por emitir o carimbo.
O pesquisador David Ludwig, atual diretor do Departamento de Prevenção a Obesidade do Hospital Infantil de Boston, realizou um estudo em 1999 que indicou que os adolescentes obesos que consumiram no café da manhã um processado de “grãos integrais” demoravam a sentir fome em comparação aos que preferiam comer somente aveia ou omelete. Aqueles que comeram farinha de aveia instantânea tiveram picos de açúcar no sangue semelhante aos que consumem pão branco.
Em uma pesquisa mais recente, Ludwig demonstrou que os grãos integrais podem ser menos saudáveis do que os alimentos refinados.
Os grãos integrais são moídos e separados dos seus constituintes alimentares, desde que os ingredientes sejam misturados em proporções semelhantes ao grão intacto. Isso permite que a indústria de alimentos confunda os consumidores.
Um exemplo de confusão é que produtos integrais não apresentam 100% de grãos integrais e levam em sua mistura ingredientes a mais. Como é o caso do cereal americano Lucky Charms.
"O milho é sem dúvida o de menor qualidade para ser chamado de "grão integral”, disse Ludwig ao LiveScience. "Eu colocaria aveia, centeio e cevada, na parte superior da lista, e milho, na parte inferior” diz o pesquisador a respeito do cereal.
Na pesquisa de Ludwig o conceito de índice glicêmico (GI) é bastante abordado.  A escala de 0-100 de GI indicam os níveis de açúcar no sangue após o consumo de alimentos. Grãos refinados, como pão branco, tem um alto IG, 70 ou acima, enquanto os alimentos integrais um baixo IG, menos que 50. Quanto menos o índice a digestão será mais lenta.
A pipoca é tecnicamente um grão inteiro e pode fornecer alguns dos benefícios do grão integral, disse Joanne Slavin, professor da Universidade de Minnesota. Desde que a pipoca não seja consumida com açúcar, sal, óleo ou manteiga. É uma excelente escolha para substituir um lanche a tarde e saciar a fome.


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